terça-feira, 20 de abril de 2010

O Saque de Tróia

O Saque de Tróia

Após a morte de seu maior campeão, os gregos recorreram à astúcia nos seus esforços de capturar Tróia, que tinha agüentado seu cerco por dez longos anos. O Cavalo de Madeira é considerado como sendo idéia de Ulisses, enquanto o artesão responsável por sua confecção foi Epeios. Ao ficar pronto, um grupo composto dos gregos mais corajosos entrou dentro dele, incluindo o próprio Ulisses e Neoptólemo, filho de Aquiles. O restante das forças gregas queimou suas cabanas e partiram nos barcos, indo somente, entretanto, até a ilha de Tênedo, onde aportaram e esperaram. Os troianos, mal podendo acreditar que os gregos tinham se retirado, espalharam-se pela planície, ficaram maravilhados com o cavalo de madeira e lembravam uns aos outros onde ficava o acampamento grego. Logo, alguns pastores encontraram um único grego que tinha sido deixado para trás, Sinon, que lhes contou que os seus compatriotas quiseram sacrificá-lo para conseguir um vento favorável para a travessia; tinha conseguido escapar com dificuldade das correntes com as quais estava preso. Esta estória despertou a compaixão dos troianos, de modo que ficaram dispostos a acreditar no restante de seu relato. Disse que os gregos, acreditando que Atena tinha se voltado contra eles, tinha decidido velejar de volta e tentar conseguir novamente as graças divinas que a expedição possuía originalmente. Tinham construído o cavalo para agradar Atena, e o fizeram deliberadamente grande, de modo que os troianos não pudessem levá-lo para dentro de suas muralhas. Se o Cavalo entrasse em Tróia, a cidade nunca seria tomada; se ficasse de fora, os gregos acabariam voltando e arrasariam a cidade até os alicerces.
Uns poucos troianos desconfiaram do Cavalo e relutaram em trazê-lo para dentro das muralhas. A profetisa Cassandra, filha de Príamo, cujo destino era que suas profecias nunca tivessem crédito, alertou sobre a morte e a destruição que a entrada do Cavalo traria a Tróia. E Laocoonte, o sacerdote de Posídon, fincou sua lança contra os flancos do Cavalo, que ressoou com os tinidos dos homens armados, e declarou que temia os gregos, mesmo quando eles davam presentes. Mas, enquanto preparava um sacrifício ao deus que servia, duas grandes serpentes surgiram do mar e estrangularam primeiro seus dois jovens filhos e a seguir o próprio Laocoonte, antes de se refugiarem sob a altar de Atena. Com este augúrio, os troianos não hesitaram mais e começaram a mover o grande Cavalo para dentro de suas muralhas, derrubando suas fortificações de modo a poder fazê-lo. Mesmo, então, o esconderijo dos heróis gregos poderia ter sido descoberto, pois Helena decidiu aproximar-se do Cavalo e, andando a sua volta, chamou os nomes dos heróis gregos, imitando a voz da esposa de cada homem. Alguns ficaram tentados a responder, e apenas Ulisses teve a presença de espírito de conter suas vozes.

As Troianas

As Troianas – Vozes da Guerra

As Troianas

A peça é resultado de uma entrega e dedicação pelo fazer teatral digna e vibrante.
Related Posts with 
Thumbnails
Com direção de Zé Henrique de Paula, montagem de As Troianas – Vozes da Guerra, de Eurípedes, suprime fala das personagens e constrói paralelo contundente entre a Guerra de Tróia e a Segunda Guerra Mundial.
Levantando questionamentos primordiais expostos com veemência e sem pudor, a composição de Zé Henrique aborda e transcende com visceralidade a queda da dignidade humana. Privação de direitos, medo, dor e esperança são algumas das reflexões propositalmente sucumbidas de guiar o olhar do público a violência gratuita, a arbitrariedade da guerra e de todo vazio deixado por ela.
Ao término da batalha – travada entre Tróia e Esparta devido ao amor de seus governantes pela mesma mulher, Tróia, a cidade terrivelmente derrotada, foi aniquilada e, todos os homens, sem exceção, mortos. Enquanto que, suas mulheres, aprisionadas e escravizadas.
A partir do relato dessas personagens, Eurípides conseguiu identificar uma visão estritamente feminina: Hécuba, a rainha, é a protetora, a mais velha. A profetisa Cassandra, sua filha, tem delírios sobre os rumos do conflito. Andrômaca esconde seu filho, Astíanax, para que ele não seja assassinado pelos soldados. Helena, causadora central do conflito, disfarça-se de troiana para não ser descoberta por Menelau, seu marido, rei de Esparta. Apesar de terem histórias diferentes, elas estão juntas por um único motivo: a sobrevivência.
Diante de tal contexto, As Troianas de Zé Henrique usufrui a temática grega como pano de fundo a análises reflexivas e intensas a respeito das ações e reações existentes num campo de batalha. O espetáculo corajosamente universaliza histórias. A definição ambiental da peça e a proposta como um todo cria uma espécie de ligação umbilical entre gregos e alemães, troianos e judeus. A concepção é brilhantemente composta por um novo e diferente olhar aos refugiados da guerra, ainda que, o sentimento e a razão de ser, sejam os mesmos.
A montagem apresenta uma estética inovadora. Nenhumas das mulheres da peça, com exceção de Helena, possuem fala. Todo o sentido do texto foi gradativamente sendo substituído por canções e ações físicas.
Como resultado, as personagens femininas perante um estado de extrema submissão, não falam, somente cantam, afirmando, acima de tudo, sua identidade como povo. Num único momento de diálogo, Atena e Posseidon discutem o destino dos gregos e troianos, um prólogo apresentado ao público através de uma projeção, como um filme de época.
A cenografia, figurinos e objetos de cena são minuciosamente combinados a uma fiel ambientação à realidade.
Fulminante são os atores em cena, onde a força, a simplicidade e a veracidade cênica imposta são amplamente sentidas.

A luta por Helena

A LUTA POR HELENA
 O NASCIMENTO DE HELENA
Leda, filha de Téstio, rei da Etólia, era casada com Tindaro, filho de Ebalo, rei de Esparta, e de Gorgófone, filha de Perseu e de Andrômeda. Essa princesa despertou uma grande paixão em Zeus, que metamorfoseia-se em cisne para fecundá-la. Leda então produziu dois ovos: de um nasceram as gêmeas Clitenestra e Helena; do outro, os gêmeos Castor e Pólux.
Á primeira vista, sabe-se que Zeus tomou a forma de cisne para seduzir Leda, foi porque, para escapar de suas assiduidades ela se metamorfoseara em gansa.  A gansa é um avatar do cisne em seu simbolismo feminino, lunar e noturno. Os amores de Zeus e Leda poderiam, pois, representar a bipolarização do simbolismo dessa ave. Os gregos, aproximando de bom grado as duas acepções, diurna e noturna, fizeram dessa ave um símbolo hermafrodita, no qual Leda e Zeus formam uma só coisa na sublimação mística de sua união. Podemos ver nisso a união da ambivalência homem-mulher do ser humano e a integração dessa dupla natureza na psicologia do indivíduo.
OS IRMÃOS DE HELENA
CASTOR E PÓLUX
Castor e Pólux são os gêmeos de um dos ovos de Leda e, portanto, irmãos de Helena.
Castor era famoso como domador de cavalos e cavaleiro e Pólux, como lutador. Eram unidos por ardente afeição e inseparáveis em todos os seus feitos.
Os dois receberam honras divinas sob o nome de Dioscuros (filhos de Jove, ou Júpiter) e eram muito adorados pelos romanos. Acreditava-se que apareciam nos combates, um ao lado do outro, cavalgando magníficos cavalos brancos.
Quando Castor foi morto em uma batalha, Polúx, inconsolável com a perda do irmão, pediu a Zeus (Júpiter) que lhe permitisse oferecer sua própria vida pela do outro. Zeus consentiu que os dois irmãos vivessem alternadamente, passando um dia na terra e outro na morada celestial. Segundo outra versão, Zeus recompensou a afeição dos irmãos, colocando-os entre as estrelas, como Gemini, os Gêmeos.
TESEU RAPTA HELENA
A mulher mais bela do mundo é raptada pela primeira vez com dez anos de idade por Teseu. Ele já tinha cinqüenta anos nessa época e apaixonou-se por Helena ao vê-la dançar no templo de Artemisa na Lacônia.
Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas e de Etra, filha do rei de Trézen, por quem foi criado. Ele com a ajuda de seu amigo Pírito a roubaram e quando chegaram perto de Atenas, a deixou aos cuidados de sua mãe, até que tivesse a idade para se casar. Essa situação provocou a primeira guerra entre os peloponenses e os atenienses. Esse rapto, longe de manchar a reputação de Helena, lhe deu mais prestígio ante aos olhos dos gregos.
Ela foi resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, reconduzida a Esparta e, em seguida, pedida em casamento por muitos príncipes.

HELENA E MENELAU
Embora muitos pretendentes pedissem em casamento, Helena não decidia-se por nenhum. Tíndaro, marido de Leda, temendo a irritação daqueles a quem ela recusava sua mão, seguiu o conselho de Odisseus (Ulisses), e fez jurar todos os pretendentes que, quando a sua escolha recaísse sobre algum deles, eles se reuniriam para defendê-lo contra quem quer ousasse a disputar. A escolha acabou sendo a favor de Menelau, que era irmão de Agamemnon e estava casado com sua irmã Clitenestra.
Os primeiros anos dessa união foram felizes, até que Helena conheceu Páris, filho do rei de Tróia ou Ilion, Príamo e sua esposa Hécuba. Ele foi à poderosa Esparta como embaixador especial para tratar de um assunto delicado.
Quando Páris viu pela primeira vez Helena, apaixonou-se imediatamente pela linda moça, sentindo que não poderia mais viver sem seu amor. Helena não ficou indiferente aos olhares de Páris e à sua corte, tendo, também, se apaixonado por ele.
O JULGAMENTO DE PARIS
Todos os Deuses Olímpicos, menos Éris, Deusa da Luta e da Discórdia, uma Deusa Menor, foram convidados para o casamento de Peleu, rei de Tessália, com a bela ninfa marítima Tétis. Mas Éris apareceu mesmo sem ser convidada e resolveu vingar-se pela desconsideração. Ela interrompeu as festividades atirando uma maçã de ouro onde estava gravado "para a mais bela" entre as convidadas reunidas.
A maçã rolou pelo chão e foi imediatamente reivindicada por Hera, Atenas e Afrodite. Cada uma sentiu que a maçã era legítima e merecidamente sua. Elas não podiam, certamente, decidir entre si qual era a mais bonita, portanto apelaram pela decisão de Zeus. Ele recusou fazer a escolha, e as enviou ao pastor Páris, um mortal que sabia apreciar as mulheres bonitas; ele seria o juiz.
As três Deusas encontraram Páris vivendo a vida bucólica com uma ninfa dos montes nos declives do monte Ida. Sucessivamente, cada uma das três bonitas Deusas esforçaram-se para influenciar sua decisão com um suborno.
Hera ofereceu-lhe poder sobre os reinos da Ásia se ele lhe concedesse a maçã. Atenas prometeu-lhe vitória em todas as batalhas. Afrodite ofereceu-lhe a mulher mais bonita do mundo. Sem hesitação Páris declarou Afrodite a mais bela, e ofereceu-lhe a maçã de ouro, incorrendo portanto no ódio eterno de Hera e Atenas. O Destino acabou selando o amor que já havia sido despertado entre Páris e Helena.
Páris então, aproveita-se da ausência de Menelau, que havia empreendido uma viagem e rapta Helena, conduzindo-a para Tróia.
A GUERRA
A disputa pela mulher mais bela do mundo, Helena, desencadeou a guerra de Tróia, pois Menelau, profundamente irritado, convocou todos os príncipes do país, pois havia um compromisso de todos eles, de se unirem, se alguma coisa acontecesse a Helena. Isso porque todos eles haviam desejado casar-se com Helena, que preferira Menelau, porém, e eles, em homenagem à sua beleza, haviam firmado aquele pacto de protegê-la, unidos, em qualquer situação.
Os príncipes atenderam à convocação de Menelau, cujo irmão Agamemnon, foi escolhido para chefe da guerra que iria ser travada contra os troianos. Aquiles, o bravo Odisseu (Ulisses), o astucioso Nestor eram os chefes mais notáveis dos exércitos que foram organizados.
O grande exército navegou para Tróia, desembarcando no seu litoral e sitiando a cidade, durante dez anos. Sim, dez anos durou o cerco, durante os quais se verificaram os mais diferentes e emocionantes episódios que inventou um famoso cavalo de pau, introduzido nas muralhas de Tróia. E se não fosse a astúcia de Odisseu, a luta talvez jamais tivesse fim.
O julgamento de Páris inspirou também uma parte da mais alta literatura e drama na civilização ocidental. Os acontecimentos postos em andamento foram imortalizados na Ilíada, Odisséia e Eneida, os três grandes clássicos épicos, assim como nas tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.
O CONFLITO DOS DEUSES
Cinco Deuses Olímpicos ficarão do lado dos gregos, durante a Guerra de Tróia: Hera e Atenas (cujo partidarismo pelos heróis gregos era influenciado por sua animosidade em relação a Páris), junto com Poseidón, Hermes e Hefesto. Quatro Deuses e Deusas ficaram do lado dos troianos: Afrodite, Apolo, Ares e Ártemis.
A principal defensora dos gregos era a Deusa Hera, a Deusa do Casamento, que insistiu na continuidade da luta até que Tróia fosse destruída e Helena devolvida a seu marido Menelau. Ajudando também estava Hefesto, o Deus da Forja, que fez a couraça para Aquiles. A simpatia de Hefesto pela posição dos gregos era compreensível, pois ele fora o marido enganado por Afrodite. Já Atenas, defensora dos direitos do patriarcado, naturalmente do lado do marido legítimo.
Todos esses Deuses olímpicos representam as atitudes no interior da mulher, que agem nela para preservar o casamento. Eles vêem o casamento como voto sagrado e como instituição legítima, acreditando que a esposa era posse do marido e por isso, sentiam simpatia pelo marido.

Afrodite, a Deusa do Amor e vencedora da maçã de ouro, estava logicamente ao lado de Tróia. Curiosamente, da mesma forma estavam Ártemis e Apolo, os gêmeos andróginos, que podem simbolizar os papéis estereotipados para os homens e as mulheres, permitidos somente quando o poder do patriarcado é desafiado. O quarto Deus olímpico do lado de Tróia foi Ares, Deus da Guerra que, como Páris, fez amor com a esposa de outro homem. Ares foi amante de Afrodite.
Esses quatro Deuses representam elementos ou atitudes na psique de uma mulher que muitas vezes ficam unidos numa aventura. Eles representam paixão sexual e amor. Representam autonomia, uma insistência de que sua sexualidade pertence a ela e não é posse do casamento ou de seu marido. Esses quatro Deuses rebelam-se contra os papéis tradicionais e são impulsivos. Juntam forças numa aventura que pode ser vista como declaração de guerra contra o marido.
A GUERRA DE TRÓIA CONTEMPORÂNEA
Quando uma mulher casada está envolvida em uma aventura amorosa, pode ficar fortemente indecisa quanto a acabar com ela, pois sabe, que esta poderá acabar com seu casamento. O conflito que se estabelece em seu interior pode ser tão sem resolução e sem fim quanto pareceu a guerra de Tróia. Toda mulher com um "ego" ineficaz termina repetidamente a aventura, apenas para ser arrastada a ela repetidas vezes.
A guerra de Tróia é a metáfora adequada para essa situação. Helena, a razão de ser da guerra, era como um "ego" passivo no conflito entre o casamento e a aventura. O ego passivo é mantido refém, posse primeiro de um lado e depois do outro.
Quando surgem conflitos violentos na psique da mulher e o "ego" não consegue manter a ordem, então um processo ordenado não pode sequer começar. Muitas vozes se erguem e daí resulta uma cacofonia de tumulto interno, como se todas as Deusa estivessem gritando seus interesses, cada uma tentando afugentar as outras. O "ego" da mulher não consegue separar o que as vozes estão dizendo dentro dela, enquanto uma grande pressão instala-se no seu interior. A mulher em que tal desordem se instala se sente confusa e pressionada a fazer alguma coisa, num momento em que não se consegue manter os pensamentos em ordem.
Entretanto, quando esse caos se estabelece, o mais útil a se fazer é falar sobre seus medos, incertezas e impulsos conflituosos, ou escrevê-los por extenso para se iniciar o processo de separar as questões competitivas. Quando uma grande quantidade de problemas é analisada separadamente, o ego não se sente desarmado.
A reunião caótica é na maioria das vezes temporária, um curto lapso seguindo uma reação inicial confusa a alguma coisa que é percebida como nova e ameaçadora. Contudo, se o ego não restaura a ordem, a confusão mental pode conduzir a um esgotamento. A mente permanece cheia de emoções competitivas, pensamentos e imagens. Pensar logicamente se torna impossível e a pessoa pode parar de atuar.
HELENA, A HEROÍNA DAS MULHERES
O significado de "Helen" é luz. Observe que os gregos se chamavam de helenos (iluminados) e, portanto, podemos afirmar que o nome "Helena" seria a "luz feminina" que pode ser encontrada tanto na alma feminina como masculina.
Helena, considerada a mulher mais bela do mundo, tinha na Deusa Afrodite o seu arquétipo mais ativo, por isso os homens faziam de tudo para possuí-la, inclusive lutaram na guerra de Tróia para obtê-la de volta. Entretanto, deveriam sempre estarem preparados para sentir sempre uma certa dose de dor: dor da separação, da perda, do ciúme da mágoa e da rejeição. Helena, como toda a mulher-Afrodite exigirá de todo o homem que antes de ser forte, sofra com as mágoas da própria imaturidade de sua natureza sensível antes de tornar-se verdadeiramente digno de seu amor. Raptá-la era simples, mas conquistá-la e conservá-la já não seria uma tarefa fácil. Além disso, Helena não era regida pelas convenções sociais impostas pelo patriarcado, portanto, do mesmo modo que enternecia inúmeros corações masculinos, acabava partindo-os.
Um homem para se sentir confortável e seguro ao lado de Helena, tinha que estar muito bem consigo mesmo e estar aberto à sua própria capacidade para a sensualidade, a beleza e o amor em todas as formas.
A mulher atual que identifica-se com Helena, terá ativo ainda os arquétipos dos Deuses: Ares, Apolo e Ártemis. Será portanto, uma mulher totalmente diferente do esteriótipo criado pela sociedade vigente, onde a Deusa Hera e Deméter aparecem como dominantes, exigindo que a mulher contemporânea seja boa esposa e uma pessoa zelosa. O "ego" dessa mulher reprime as "Deusas Virgens" como Afrodite e Ártemis que se ressentem de cuidar dos outros. Ártemis é a Deusa que nos presenteia com a ambição e é Afrodite que nos ajuda a expressar todo o nosso talento. Portanto, censurar uma Deusa em detrimento de outra, poderá nos causar grandes problemas.
Todas nós somos mulheres de muitas Deusas, pois as mudanças diárias são perfeitamente normais. Em cada situação de nossas vidas, sempre podemos sentir que as Deusas se "revezam" dentro de nós. Esse fato é comprovado, pois inúmeras vezes sentimos existir "mais de uma pessoa" em nosso íntimo. Em uma grande festa podemos ser uma Afrodite esfuziante, já em outro cenário, uma Atena cuidadosa, dedicando-se a um projeto. Pode-se ser igualmente introvertida e extrovertida, dependendo das circunstâncias e da Deusa dominante: uma Ártemis ou Deméter extrovertidas podem ficar com a "maçã de ouro" numa situação, mas passá-la às introvertidas Héstia ou Perséfone em outra. Quando as Deusas cooperam e se revezam no interior de uma mulher, "qual Deusa conquistará a maçã de ouro" dependerá da situação e da tarefa à mão.
Quando nos tornamos conscientes da existência das Deusas que habitam nosso interior, podemos reconhecer suas "vozes" e distinguir quem está falando. Ter idéia dos padrões arquetípicos e reconhecer a capacidade das Deusas pode nos ajudar a identificar aquelas que necessitam de reconhecimento.
Uma vez que todas as Deusas são padrões inatos em cada mulher, a mulher particular pode compreender a necessidade de familiarizar-se melhor com uma Deusa determinada. Nesse caso, os esforços para desenvolver ou reforçar a influência de uma Deusa particular podem ser bem sucedidos.

A Ira de Aquiles

A Ira de Aquiles
Algumas vezes se considera que a Ilíada é a estória da guerra de Tróia. De fato, apesar de ela se estender largamente sobre toda a estória, seu objetivo ostensivo, como anunciado nas primeiras linhas, é mais restrito:
"Canto de ira, deusa, a destruidora ira de Aquiles, filho de Peleu, que trouxe incontáveis dores aos Aqueus, e mandou muitas almas valiosas de heróis a Hades, enquanto seus corpos serviam de alimento para os cães e pássaros, e a vontade de Zeus foi feita... "
A estória da Ilíada é, então, a estória de Aquiles, e sua disputa com Agamenon. Ao início da Ilíada os gregos já estavam em Tróia por nove anos. Eles tinham saqueado uma grande parte dos campos ao redor e tinham escaramuças esporádicas com quaisquer troianos que saíssem de trás de suas maciças fortificações. Os gregos estavam ficando cansados da campanha e irritados por sua falta de habilidade em conseguir uma vitória decisiva sobre a própria Tróia, quando Aquiles se desentendeu com Agamenon sobre um assunto de honra.
Agamenon, como parte do saque de um ataque o qual Aquiles desempenhou a parte principal, recebeu uma moça chamada Criseida, filha de Crisos, sacerdote de Apolo. Crisos ofereceu a Agamenon um bom resgate para a libertação da moça, porém Agamenon se recusou a libertá-la. Assim Crisos orou a Apolo, que mandou uma praga sobre o acampamento grego, e o profeta Calcas revelou que esta seria retirada apenas se Agamenon devolvesse Criseida. Aquiles estava completamente a favor de fazer isso, mas Agamenon estava relutante. Eles discutiram, e Agamenon acabou por concordar a fazer o que estava sendo ordenado, mas para reafirmar sua autoridade sobre Aquiles da maneira mais insultuosa que podia, e simultaneamente compensar-se pela perda de Criseida (a qual ele declarou preferir à sua própria esposa Clitemnestra), tomou Aquiles sua escrava, Briseida. Aquiles ficou justificadamente enraivecido. Não apenas foi um insulto à sua honra, mas também foi grandemente injusto, pois ele, Aquiles, tinha conduzido a maior parte da luta necessária a produzir os tesouros e o saque que Agamenon considerava no direito de usufruir. Assim, Aquiles se retirou para sua tenda, e não tomou mais parte nos combates ou nas reuniões do conselho. A luta se tornou mais dura, com ataques mais diretos feitos a Tróia e aos troianos. Mas os gregos estavam numa situação difícil sem seu maior guerreiro, e mesmo Agamenon tentou fazer contatos com Aquiles, oferecendo-lhe riquezas de todos os tipos, justamente com a devolução de Briseida. Aquiles, entretanto, rejeitou todos os apelos, declarando mesmo que se as ofertas de Agamenon fossem "tantas como os grãos de areia ou as partículas de pó" nunca se curvaria.
Nesta ocasião, Ulisses e Diomedes empreenderam uma expedição noturna para espionar os troianos. Não sabendo disso, um troiano de nome Dolon estava tentando fazer a mesma coisa: os gregos o surpreenderam e o forçaram a contar as disposições do acampamento troiano. Seguindo sua orientação, terminaram sua expedição noturna com um ataque ao acampamento de Reso, rei da Trácia, em cujos belos cavalos escaparam de volta para o acampamento grego.
Apesar do sucesso desta temerária ação, o geral da luta os gregos estavam sendo empurrados de volta a seus navios pelos troianos e estavam ficando desesperados, quando o amigo de Aquiles, Pátroclo, veio até ele e rogou a permissão de liderar as tropas de Aquiles, os Mirmidões, em batalha. Pediu também se poderia emprestar a armadura de Aquiles, de modo a espalhar o terror nas linhas troianas, que poderiam tomá-lo por Aquiles. Aquiles concordou, e Pátroclo foi e lutou longa e gloriosamente, antes de, previsivelmente, ser morto por Heitor, filho de Príamo e o melhor guerreiro do lado troiano.
Aquiles foi tomado pela dor. Sua mãe, a ninfa do mar Tétis, veio até ele e prometeu-lhe uma nova armadura para substituir a que tinha sido perdida com Pátroclo. A nova armadura, feita pelo deus-ferreiro Hefesto, incluía um bonito escudo coberto com cenas figuradas, cidades em guerra e em paz, cenas da vida rural com rebanhos, pastores e danças rústicas, e ao redor da borda do escudo corria o Rio de Oceano. Aquiles e Agamenon se reconciliaram e Aquiles retornou ao campo de batalha, onde matou um troiano após outro com sua lança "como um vento impetuoso que revolve as chamas, quando um incêndio grassa nas ravinas das bases secas pelo sol das montanhas, e a grande floresta é consumida". Após ter matado muitos troianos e sobreviventes mesmo ao ataque do Rio Escamandro, o qual tentou afogá-lo nas suas grandes ondas, Aquiles estava finalmente pronto a enfrentar seu principal adversário, Heitor.
O restante dos troianos tinha fugido da matança de Aquiles e buscado refúgio atrás de suas muralhas, mas Heitor permaneceu fora dos portões, deliberadamente esperando pelo duelo que sabia ter que enfrentar. Mas quando Aquiles finalmente surgiu, Heitor foi tomado de compreensível terror e virou-se para fugir. Percorreram três voltas ao redor das muralhas de Tróia antes que Heitor parasse e destemidamente enfrentasse seu bravo oponente. A lança de Aquiles alojou-se na garganta de Heitor, caindo este ao chão. Mal podendo falar, Heitor pediu a Aquiles que permitisse que seu corpo fosse resgatado após sua morte, mas Aquiles, furioso com o homem que tinha morto Pátroclo, negou seu apelo e começou a sujeitar seu corpo a grandes indignidades. Primeiro o arrastou pelos calcanhares atrás de sua carruagem, ao redor das muralhas da cidade, para que toda Tróia pudesse ver. A seguir levou o corpo de volta ao acampamento grego, onde este ficou jogado sem cuidados em suas choupanas.
Aquiles preparou então um elaborado funeral para Pátroclo. Uma grande pira foi construída; sobre ela várias ovelhas e bois foram sacrificados e suas carcaças empilhadas ao lado do corpo do herói morto. Jarros de mel e óleo foram adicionados à pira, a seguir quatro cavalos e dois dos cachorros de Pátroclo. Doze prisioneiros troianos mortos sobre a pira, a qual então foi deixada acesa. Ardeu toda a noite, e durante toda a noite Aquiles colocou libações com vinho e pranteou Pátroclo bem alto. Nos dia seguinte os ossos de Pátroclo foram coletados e colocados numa urna dourada, e um grande monte foi erguido no local da pira. Jogos funerários com prêmios magníficos foram feitos, com competições entre carruagens, luta de boxe, pugilato, corridas, lutas armadas, arremesso do disco e tiros com arco e flecha. E todo o dia ao amanhecer, por doze dias. Aquiles arrastou o corpo de Heitor três vezes ao redor do monte, até que mesmo os deuses, que tinham previsto e arranjado tudo isso, ficaram chocados; Zeus enviou Íris, mensageiro dos deuses, para Tróia em visita a Príamo e o instruiu a ir secretamente ao acampamento troiano com um bom resgate, que Aquiles aceitaria em troca da libertação do corpo do filho de Príamo.
Assim Príamo, escoltado por um simples mensageiro, se dirigiu ao acampamento grego, sendo encontrado ao escurecer, quando se aproximava dos navios gregos, por Hermes disfarçado como um seguidor de Aquiles. Hermes guiou Príamo pelo acampamento grego, de modo que chegou sem ser percebido à tenda de Aquiles. Príamo entrou diretamente e jogou-se aos pés de Aquiles: ele pediu que o herói pensasse no seu próprio pai Peleu e tivesse mercê com um pai que tinha perdido tantos de seus bons filhos nas mãos dos gregos; pediu que fosse permitido levar o corpo de seu maior filho de volta a Tróia com ele, de modo que pudesse ser adequadamente pranteado e enterrado pelos seus parentes. Aquiles ficou tocado pelo apelo; choraram juntos, e o pedido de Príamo foi aceito. Assim, o corpo de Heitor foi devolvido a Tróia, onde foi velado e sepultado com os ritos adequados.

A guerra de Troia no Cinema

Troy ou Tróia (br/pt), é um filme estadunidense de 2004, dos gêneros épico e guerra, dirigido por Wolfgang Petersen, com roteiro escrito por David Benioff, baseado em poema de Homero sobre a guerra de Tróia.
O filme foi produzido pelos estúdio Warner Bros., Village Roadshow Pictures, Plan B Films e Radiant Productions e distribuído pela Warner Bros. O roteiro é de David Benioff; a música de James Horner; a fotografia de Roger Pratt; o desenho de produção de Nigel Phelps; a direção de arte de Julian Ashby, Jon Billington, Andy Nicholson e Adam O'Neill; a edição de Peter Honess e os efeitos especiais de Cinesite Ltd.. Framestore CFC, Lola e The Moving Picture Company.
Em 1193 A.C., o príncipe Páris provocou uma guerra contra Troia ao afastar Helena de seu marido, Menelau.
Tem início então uma sangrenta batalha que dura uma década. A esperança do rei Príamo de Tróia em vencer a guerra está nas mãos de seu filho Heitor e de Aquiles, o maior herói da Grécia. São um dos três filmes baseados na Ilíada, de Homero são eles "Helena de Tróia paixão e guerra","Helena de Tróia" e Tróia.Todos se desviam da verdadeira IlÍada, porém o que mais segue a rotada história é "Helena de Tróia paixão e guerra".

 Elenco

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mitologia

A versão mitológica da guerra está contida nos poemas épicos de Homero: a Ilíada e a Odisséia. Segundo essa versão, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram Tróia, para recuperar Helena, raptada por Páris.
Helena e Páris.
A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.
Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição "À mais bela". As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Para ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Tróia.
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu) rei de ítaca e Agamênon rei supremo de Micenas e de toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que a conselho de Nestor(rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Tróia sub o auxílio de Ulísses(que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes Guerreiros como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Tróia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Tróia foram Heitor(que foi morto por Aquiles por vingança por ter matado seu amante Pátroclo) e Aquiles.
O Cavalo de Tróia por Giovanni Domenico Tiepolo.
Finalmente, a cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura ôca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a raínha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos (um dos poucos sobreviventes foi Enéas, príncipe de Lirnesso que fugiu de Troia carregado seu pai Anquises, já idoso, sobre os ombros).
E assim, Menelau recuperou sua esposa, Helena (tendo matado Dêifobo, com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta. Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como profetizado passou com o fim da guerra(que durou dez anos) mais dez anos vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a fidelidade de Penélope sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao casamento e consequentemente ao trono, porem ela os enganara durante 20 anos até o retorno de seu marido que ao descobrir tudo o que se passou em sua ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.

[editar]

A guerra de Tróia

A maioria de gregos clássicos admitia que a Guerra de Tróia era um evento histórico, embora muitos entendessem que os poemas homéricos continham vários exageros. Por exemplo, o historiador Tucídides, conhecido por seu espírito crítico, considerava-a um evento real, mas duvidava que os gregos houvessem mobilizado a quantidade de navios (mais de mil) mencionada por Homero, para atacar os troianos.
Por volta de 1870, na Europa, os estudiosos da Antiguidade eram concordes em considerar as narrativas homéricas absolutamente lendárias. Segundo eles, a guerra jamais ocorrera e Tróia nunca existira. Mas quando o alemão Heinrich Schliemann (um apaixonado pelas obras de Homero) descobriu as ruínas de Tróia e de Micenas, foi preciso reformular esses conceitos.
Ao longo do século XX, tentou-se tirar conclusões baseadas em textos hititas e egípcios, que datam da provável época da guerra. Arquivos hititas, como as Cartas de Tawagalawa, mencionam o reino de Ahhiyawa (Acaia ou Grécia), que se localizava "além do mar" (Egeu) e controlava a cidade de Milliwanda, identificada como Mileto. Igualmente é mencionado, nesses e em outros documentos, a Confederação de Assuwa, uma liga composta por 22 cidades, uma das quais, Wilusa (Ilios ou Ilium), pode ter sido Tróia. Em um tratado datado de 1280 a.C., o rei de Wilusa é chamado de Alaksandu, ou seja, Alexandre, que é o outro nome pelo qual Páris é referido na Ilíada.
Após a famosa Batalha de Kadesh (contra o Egito de Ramsés II), essa confederação rompeu sua aliança com os hititas, o que provocou, em 1230 a.C., uma campanha punitiva do rei Tudhalia IV (1240 a.C. - 1210 a.C.). Mas sob o reinado de Arnuwanda III (1210 a.C. - 1205 a.C.) os Hititas foram forçados a abandonar as terras que controlaram na costa do Egeu, abrindo espaço para possíveis invasores de além-mar. Nesse caso, a Guerra de Tróia teria sido o ataque de Ahhiyawa (Acaia) contra a cidade de Wilusa (Ílios) e seus aliados da Confederação de Assuwa.